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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Charger R/T 7 cilindros ????

Semana passada peguei estrada com meu Charger e estava já achando estranho o fato do carro estar um pouco "quadrado" na hora de andar.

O desempenho estava também estranho, mas logo fui pondo a culpa no dfv. Carro guardado, chamei o mecânico para diagnosticar o que estava acontecendo. Eu achava impossível ser problema com vela, pois foram trocadas em 2009, quando comprei o carro.

E o problema era sentido mais ainda com o carro frio. Resultado: a penúltima vela do lado do motorista estava ruim. Ou seja, não havia explosão ali. E um cabo estava partido. Resumindo a história, depois de montado a força voltou. Eu já estava cabreiro desde o final do ano passado, e o problema era tão simples. Ontem mesmo no feriado p problema foi resolvido e o carro voltou a ser o que ele era.

Mas o carro é tão bom que, mesmo sem um cilindro, ainda estava andando sem grandes perdas.

abraços!



sábado, 14 de janeiro de 2012

Mais uma etapa vencida: frisos!

Já havia decidido levar os parachoques do Dart para o Juruna no sábado. Como o meu amigo Reinaldo precisava levar um lote de frisos do R/T 72, aproveitamos e fomos juntos. O Reinaldo é um cara muito gente boa e está restaurando o R/T que foi do Carlos Bussmann, de Rio Negro. Esse carro não conheço nem de foto, só sei que o Otávio vendeu para o Badolato e que depois vendeu ao Reinaldo.

As peças do carro são excelentes e esse 72 promete ser um carro maravilhoso quando pronto.

Os frisos do meu 73 ficaram prontos, nem desembalei para não fazer bagunça. Quem conhece sabe que o serviço do Fábio Juruna é impecável. Os frisos de caixa do Magnum também estavam prontos. Tudo já guardado e catalogado.

A última etapa grande é reformar os parachoques do carro. Eles são bons, mas apresentam amassados e o cromo bem cansado. Não daria para montar o carro assim, ficaria estranho. 

Como sempre, esqueci algo. Levar as calotas de SE para cromeação. Fica para semana que vem.  O Dart terá rodas rallye de R/T 74 1a fase, calotas de SE cromadas. Acho que fica muito bom. Juntamente com os Polyglass que pretendo comprar e os sobrearos de inox.

Seguem umas fotos, o Juruna vai ter que ralar para deixar tudo deste R/T 72 zero!

abçs!

Vital








domingo, 8 de janeiro de 2012

Pizzaria 1900 com os amigos

Conheço este prédio desde sempre. Fica na Estado de Israel, na Vila Clementino. Era uma fábrica abandonada antes da 1900 se estabelecer lá e reformar o prédio todo. Minha tia morava num dos sobradinhos do outro lado da rua. Hoje estão um pouco descaracterizados, viraram ponto comercial, mas a essência é a mesma.

Quinta feira marcamos uma pizza lá. Eu, Carlão, Badola e Pier. Fui de Belina, é claro. No meio da faxina separei umas peças de Dodge que com certeza não usaria e doei para o museu, assim poderão ajudar a ressuscitar mais um carro.

Foi muito divertido, sempre que nos encontramos é risada na certa. E muita nostalgia. O absurdo é a velocidade com que as pizzas desaparecem da mesa. O mais leve pesa uns 120 kg.

Essa é a parte boa do carro antigo! Os amigos!

Seguem fotos da pizza e uma do passeio para o Frango Assado, já uma tradição. R/T 74, Dart 71 MARAVILHOSO do Pier e o tradicional 500 do Carlão.







abraços!

Vital

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Charger R/T 1974 Vermelho Índio e Avallone Chrysler do filme do Roberto

Quem me conhece sabe que esse é o meu número em carro. Como não acho um igual ou que seja do meu gosto (não precise de reforma) eu me acomodei com os 3 Dodge que tenho.


Já faz alguns anos que conheci o Antônio Apuzzo, proprietário da Automodelli. E fico cada dia mais impressionado com a qualidade das miniaturas 1/43 que ele vem criando dos clássicos nacionais. Hoje fui buscar uma encomenda que fiz através do meu amigo Rui Gatti. E fiquei espantado com o nível do trabalho. Conheci o Mauro também, que junto com o Apuzzo, transforma resina e metal no objeto de desejo de crianças grandes.

Na hora que vi o Avallone do filme do Roberto Carlos (que estreou há exatos 40 anos, em 24/12/71), tive "vontade de sair correndo a 300km/h!", como diria a Luciana.

Seguem umas fotos dos dois primeiros carros entregues a mim. O Charger R/T é cópia do carro meu avô. Tem plaqueta com chassi, licença da época, interior muito bem feito. E Certificado. Lindo mesmo.

O Avallone Chrysler é do filme do Roberto Carlos. E ficou muito bom.










Ainda receberei o R/T 76 e a Alfa 75. Tudo personalizado, com nome do proprietário, placa, etc...

O site da Automodelli é:

www.automodelli.com.br

Se não dá para ter aquele carro tão procurado, o Apuzzo e o Mauro resolvem. Fazem a réplica para você. E o preço é bem honesto, dá um trabalho enorme para fazer, pois todo o processo é artesanal.

Fiquei impressionado ao ver as carroçarias dos Charger R/T 71, 72, 73 e 77 branco com vinho. Perfeito.

Aos poucos vou fazer uma coleção dos oito Chargers R/T nacionais (ainda não está feita a carroçaria 79).



Feliz Natal e um excelente 2012 a todos!

Luis Vital

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O charger R/T e o encontro do Posto BR

Recebi umas fotos muito legais do meu amigo Caio. Ele é leitor do blog, e descobri que é do bairro e é amigo do Carlinhos, que me vendeu o R/T. Veja que coincidência. Em 2003, o Carlinhos organizou um encontro de antigos no seu posto de gasolina, aquele que citei, no qual conheci o R/T e o Carlinhos.

Foi nesse dia que comprei o Monza Classic. O dono era conhecido do Carlinhos e veio com o carro ao posto para ver o encontro, que por sinal foi muito legal. Placa de VENDE-SE no vidro... O resto vocês já sabem.

 Foi um encontro informal, organizado pelo Carlinhos, apenas avisando os amigos que passavam por lá. Nunca imaginaria que, oito anos depois, escreveria um post sobre esse encontro. Todos os carros são do bairro! Oito anos já... O tempo passa muito rápido.

Vejam o belo Maverick GT do Caio... Eu fiquei louco quando vi esse carro. E foi a única vez. Maverick GT do ano 1978 é um carro que se vê muito pouco por aí. Hoje o Caio tem um Camaro muito bonito, nos encontramos na rua, umas duas semanas atrás. Eu estava passando de Magnum e um belo Camaro buzinou. Tenho visto alguns Camaros dos meados dos 70s nas ruas.

Caio, muito obrigado pelas fotos!


Grande abraço!

Vital



O posto no qual ficava o Charger. Um belo sábado ensolarado.


Que linda visão! Um GT e um R/T, uma Simca... Até na foto o Dodge está na frente, rss....

Lembro que da Simca saia música dos anos 60...

Um Dart 70 muito bom! Não sei de quem era e nem o final que teve. Um Trans Am...
Tinha muito mais carro do que aparece na foto... Normalmente o R/T ficava no elevador da troca de óleo.





domingo, 27 de março de 2011

Décio F. Vasconcellos

Ou simplesmente dfv.


Ainda hoje visitei minha mãe, que me contou um pouco da história deste homem. A casa da família Vasconcellos era a penúltima casa do quarteirão em que fica até hoje a casa da minha família, na Avenida Indianópolis, Planalto Paulista. Minha mãe pouco se lembra. O Décio era um sujeito rico, casado com uma bela mulher, e parece que não teve filhos. A casa onde meus pais moram é da minha família desde 1956, e foi comprada por acaso. Na verdade meu avô comprara uma casa similar na rua de trás, mas por algum engano ou problema de documentação acabou ficando com a casa da avenida.

Nesta casa morei desde que nasci, e ela está ainda como era em 1956, exceto pelo banheiro e pela cozinha, reformados nos anos 80 e 70 respectivamente. E pela cor. Sempre foi branca com janelas verdes, atualmente é bege com janelas marinho. Lá vivem meus pais e todas as lembranças da minha infância e adolescência. Crescemos ali, eu e meu irmão. No corredor comprido ficaram estacionados todos os carros que já citei no blog e todos que não citei. Lá corríamos, andávamos de bicicleta, brincávamos com os matchbox no quintal, na época imenso para nós dois.

O bairro era tranquilo nos anos 70. Depois, a exploração imobiliária e a prostituição foram degradando os cruzamentos tranqüilos. O Planalto Paulista é um bairro de classe média, com lindas casas, construídas entre os anos 50 e 70. Lembro de ver muitos Dodges parados, nas garagens amplas, e nas ruas calmas e arborizadas. Eu e meu irmão costumávamos a andar de bicicleta com a molecada da rua de trás, a Irerê. Poucas famílias ainda residem na avenida atualmente.



Frente da casa dos meus pais em 2006. Assinada pelo Dodge.
Minha mãe, conversando com a vizinha. Os muros eram baixos. 1976.

Meu irmão e eu, ao fundo. Nosso mundo: o quintal.

 Páscoa de 1975. Fazer o quê... 
 Vestido de coelho, com meu irmão e a Rebecca
Eu e meu irmão com minha mãe, no quarto que dividimos até 2002.
 Eu, bem antes da reforma do banheiro. 1975.
 Meu irmão. Hoje a banheira teria que caber 200 litros.
 Meu primeiro veículo. Nunca vou fazer isso com meus filhos, rsss....
Tempos atuais.

Lembro-me que havia um prédio muito branco e muito bem cuidado. Passávamos a pé em frente, quando meu pai nos levava para comprar revistas ou figurinhas na banca de jornal, ou simplesmente caminhar. Tinha um observatório no seu telhado, um telescópio! Faxineiras limpando o chão, jardim impecável, portões sempre muito bem pintados de cinza prata.  Eu era criança e não tinha a mínima idéia do que era fabricado ali. Quando perguntava, meu pai respondia que era uma fábrica de instrumentos ópticos. Binóculos, lunetas e coisas do gênero. Um amigo do Chrysler Clube do Brasil, que residia na infância exatamente onde fica o prédio que moro hoje, contou-me que a área onde está o prédio da dfv era uma região desabitada nos anos 50, sem iluminação, ideal para observar o céu. Fico imaginando como era, hoje a poluição impede que vejamos muita coisa. Conversando com meu pai, parece que os carburadores foram fabricados aí mesmo, até o ano de 1975 ou 1976, não soube dizer com precisão. Depois passaram a ser feitos em uma planta perto do antigo Café Solúvel.

Pouco sei sobre a vida e o fim da empresa. Até o ano passado ainda havia alguma atividade lá, nada relacionado às origens. Um conhecido, que toma café na mesma padaria que eu, trabalhou lá por mais de 40 anos. Não tem mais nada no prédio. O IPTU do lugar deve ser uma fortuna, já que o prédio ocupa o quarteirão inteiro.

Fazia tempo que eu planejava tirar umas fotos de lá. Não ficaram tão boas, pois a avenida é muito movimentada e eu estava sem tempo para caprichar mais. Mas seguem. Acho pouco provável que o prédio continue lá por muito tempo. E nunca vi registros sobre ele. Pelo menos não encontrei.

 Vista de frente. As árvores cresceram e encobriram a bela fachada.
O observatório. Essa porcaria francesa saiu na foto.
 A entrada principal. Muito depredada.
Entrada lateral. De dentro do Charger.

 Outra vista.

 O carro em frente à fábrica do seu carburador.
 Essa entrada era impecável nos 70s.
Vista da frente.
 Vista da frente. Se não fosse o estado do prédio, diria que é 1976.
 Vista do observatório.

Mais uma do observatório.

 Se pudesse, teria uma casa com esses portões. E montaria uma filial do Museu Dodge no prédio, rsss...

Abraços!

Luis Vital