Nunca vou ao pintor ver como está o carro. O serviço dele é impecável, porém muito demorado.
Hoje fui fazer inspeção veicular no carro da minha mulher e aproveitei para ver a quantas anda. Fiquei feliz com o que vi, o carro está muito liso, melhor do que já deve ter sido mesmo quando novo. Ainda receberá algumas camadas de tinta e vários ajustes. Deve ter ido fita crepe aos montes para o lixo....
Acreditamos que em mais um mês o Zé comece a montagem do carro, o que exigirá ainda uma "pequena" compra no meu amigo Demarco da America Parts. Borrachas, tampões, guarnições, pestanas.... Enfim, reformar é isso, mas agora estou ficando animado. Ficará novo. Na montagem o carro começa a aparecer.
abraços!
Vital
sábado, 7 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Pode vir quente que eu já estou fervendo.
Carro antigo é um exercício de paciência e de dedicação, inclusive financeira. Não sou entendedor de mecânica, mas o óbvio eu sei: Tudo tem seu tempo de vida.
Por isso, desde que comprei o Charger R/T, aprendi uma lição básica: troque as peças de desgaste! Ou seja: velas, cabos, rotores, carvões de motores de arranque e de alternadores... Mas principalmente bombas!
Quando comprei meus dois últimos Dodge, foram trocadas todas as bombas (exceto no Magnum, que já tinha sido trocada), juntas, cabos.... Do Dart troquei na retifica do motor. Faça isso e seu grau de irritações futuras diminuirá.
Bom, já fazia um tempo que a água do radiador da Belina borbulhava. Válvula termostática nova, tampa de metal nova, e nada de resolver. Resultado ontem: o carro esquentou demais durante as fotos e não pegou mais. O vai e vem para as fotos, a pouca ventilação sem o carro andar, não deu outra.
De posse de um pano molhado, meu pai resfriou a bomba e o carro se arrastou até o mecânico que abria ontem. Bomba d'água ruim, bomba de álcool ruim. Tudo está sendo trocado, de quebra ainda as buchas do trambulador, que estavam péssimas.
Sempre avisei meu pai que precisávamos substituir a bomba d'água. E a de álcool também. Teimosias a parte, infelizmente eu estava certo. Ainda bem que não empenou o cabeçote.
Agora, só tomando um café bem quente para relaxar. Na xícara apropriada.
Saudações calorosas!
Vital
O vai e vem, pouca ventilação.
Por isso, desde que comprei o Charger R/T, aprendi uma lição básica: troque as peças de desgaste! Ou seja: velas, cabos, rotores, carvões de motores de arranque e de alternadores... Mas principalmente bombas!
Quando comprei meus dois últimos Dodge, foram trocadas todas as bombas (exceto no Magnum, que já tinha sido trocada), juntas, cabos.... Do Dart troquei na retifica do motor. Faça isso e seu grau de irritações futuras diminuirá.
Bom, já fazia um tempo que a água do radiador da Belina borbulhava. Válvula termostática nova, tampa de metal nova, e nada de resolver. Resultado ontem: o carro esquentou demais durante as fotos e não pegou mais. O vai e vem para as fotos, a pouca ventilação sem o carro andar, não deu outra.
De posse de um pano molhado, meu pai resfriou a bomba e o carro se arrastou até o mecânico que abria ontem. Bomba d'água ruim, bomba de álcool ruim. Tudo está sendo trocado, de quebra ainda as buchas do trambulador, que estavam péssimas.
Sempre avisei meu pai que precisávamos substituir a bomba d'água. E a de álcool também. Teimosias a parte, infelizmente eu estava certo. Ainda bem que não empenou o cabeçote.
Agora, só tomando um café bem quente para relaxar. Na xícara apropriada.
Saudações calorosas!
Vital
O vai e vem, pouca ventilação.
domingo, 1 de julho de 2012
Tempos de Ford.... e alguns amigos para sempre.
Como já escrevi aqui uma vez, cresci nos anos 70. Meu pai era engenheiro da Ford, o que explica em parte minha paixão por carros. E meu avô tinha Dodge, o que explica a escolha da marca pela qual me apaixonei. Mas uma coisa muito legal era que trabalhar para a Ford significava muito mais que um emprego. Era um estilo de vida.
Meu pai amava o produto Ford. Seus melhores amigos eram colegas da Ford. Nossa vida orbitava o oval azul.
Dentre os grandes amigos do meu pai, está o Engenheiro Hilton Rossatto. Ou, para nós, tio Hilton. Ele entrou na Ford antes do meu pai. Gaúcho, formado no Rio Grande do Sul, sempre esteve conosco, fomos criados muito perto de sua família. Sua esposa, tia Marilise, é para mim e para meu irmão como se fosse uma tia. Quando crianças íamos a casa deles, que ficava em uma simpática vila, perto da Vila Olímpia. Lá vi o primeiro Del Rey, ficamos brincando de subir e descer os vidros elétricos. Fora os Landau, Maverick, até o XR3.
Sempre estiveram juntos dos meus país, na alegria e na tristeza. é uma família muito importante para nós. A correria do dia a dia, os filhos, o estresse, acabam nos afastando, mas sempre estamos de alguma maneira ligados. Minha mãe e minha tia se falam pelo menos uma vez por semana.
Resumindo, as vezes temos a sorte de fazermos esses amigos. Os para sempre. E o meus tios são amigos para sempre.
Bom, em 1999 roubaram o carro do meu pai, que ficou arrasado. Eram tempos difíceis. Eu estava começando minha carreira, meus pais com dificuldades financeiras.... Ou seja, tudo muito complicado.
Ao voltar para casa, meu pai falou para que eu abrisse a garagem. Lá estava a Belina, sem cor, faróis quebrados. Mas era um carro! Meus tios deram a Belina para o meu pai, após saberem do ocorrido. Ela serviu meu tio por um tempo, durante a construção de sua casa em Tatuí. Depois as coisas melhoraram e compraram um novo carro.
Arrumamos o carro, que serviu meu pai até o fina do ano passado. E hoje foi o dia de fazer um ensaio para a revista Quatro Rodas. Lá estava ela, depois de 28 anos de serviço pesado, sendo fotografada para a mais importante revista do gênero.
Fica aquí registrada a gratidão por termos pessoas como os meus tios nas nossas vidas. E o seu carro aparecerá na próxima Quatro Rodas.
Abraços. Vital
Minha mãe e a tia Marilise com meu irmão recém nascido.
Meu pai amava o produto Ford. Seus melhores amigos eram colegas da Ford. Nossa vida orbitava o oval azul.
Dentre os grandes amigos do meu pai, está o Engenheiro Hilton Rossatto. Ou, para nós, tio Hilton. Ele entrou na Ford antes do meu pai. Gaúcho, formado no Rio Grande do Sul, sempre esteve conosco, fomos criados muito perto de sua família. Sua esposa, tia Marilise, é para mim e para meu irmão como se fosse uma tia. Quando crianças íamos a casa deles, que ficava em uma simpática vila, perto da Vila Olímpia. Lá vi o primeiro Del Rey, ficamos brincando de subir e descer os vidros elétricos. Fora os Landau, Maverick, até o XR3.
Sempre estiveram juntos dos meus país, na alegria e na tristeza. é uma família muito importante para nós. A correria do dia a dia, os filhos, o estresse, acabam nos afastando, mas sempre estamos de alguma maneira ligados. Minha mãe e minha tia se falam pelo menos uma vez por semana.
Resumindo, as vezes temos a sorte de fazermos esses amigos. Os para sempre. E o meus tios são amigos para sempre.
Bom, em 1999 roubaram o carro do meu pai, que ficou arrasado. Eram tempos difíceis. Eu estava começando minha carreira, meus pais com dificuldades financeiras.... Ou seja, tudo muito complicado.
Ao voltar para casa, meu pai falou para que eu abrisse a garagem. Lá estava a Belina, sem cor, faróis quebrados. Mas era um carro! Meus tios deram a Belina para o meu pai, após saberem do ocorrido. Ela serviu meu tio por um tempo, durante a construção de sua casa em Tatuí. Depois as coisas melhoraram e compraram um novo carro.
Arrumamos o carro, que serviu meu pai até o fina do ano passado. E hoje foi o dia de fazer um ensaio para a revista Quatro Rodas. Lá estava ela, depois de 28 anos de serviço pesado, sendo fotografada para a mais importante revista do gênero.
Fica aquí registrada a gratidão por termos pessoas como os meus tios nas nossas vidas. E o seu carro aparecerá na próxima Quatro Rodas.
Abraços. Vital
Minha mãe e a tia Marilise com meu irmão recém nascido.
Tia Marilise, eu, minha avó e meu irmão. Einstein, 1974.
Um carro que trabalhou muito antes de parar.
Primeiramente foi de um amigo do meu tio. Depois do meu tio e agora nossa.
Uma perua desejada em sua época.
sábado, 30 de junho de 2012
Ford Belina 1975 do Dr Morais - e Meu Magnum na Quatro Rodas de julho
Ao lado do Renault da frota da editora Abril
Na Av. Faria Lima
Fotos internas
Desde criança sou leitor da Quatro Rodas. Tínhamos um vizinho, o Dr. Morais, que tinha todos os exemplares desde o lançamento. Esse homem foi um das melhores pessoas que já conhecemos até hoje. Engenheiro Civil formado na Politécnica nos anos trinta, um dos trinta primeiros brevês do Estado de São Paulo, o Dr. Morais era um homem muito inteligente e dono de uma bondade como nunca vi.
Foi o responsável pelo projeto do galpão da fábrica do meu avô. Era apaixonado por carros e aviões, e com muito carinho e orgulho guardo aqui parte de seus livros, doados a mim por sua filha, quando venderam a casa, vizinha de muro com a minha.
Ele tinha alguns carros, mas sua paixão era a Belina 1975 cor de cobre que meu pai tirou para ele na Ford. Ela tinha rodas de Corcel GT, lembro-me como se fosse hoje.
Muitos dos kits plásticos de montar que tive durante a infância foi ele quem me deu.
Em 1991, quando entrei na Escola Politécnica, contei a ele com muito orgulho. Infelizmente ele já estava muito doente, com Mal de Alzheimer, e não sei se entendeu. Apesar de sessenta anos mais velho do que eu, posso dizer que foi um grande amigo que tive. Aprendi a desenhar em perspectiva ainda bem novo, com seus ensinamentos. Em 1992 ele nos deixou, mas todos nós sempre pensamos nele com carinho e saudade.
Esse post é para ele. Com certeza compraria a Quatro Rodas na banca (nunca assinou) e veria o meu carro na revista. Tenho certeza que ele ficaria muito feliz! E depois de ler, como sempre fazia, emprestaria ao meu pai.
O carro está nos "Grandes Brasileiros", reportagem do nosso amigo Bitu, e ficou muito boa. Indicação do meu amigo Buzian. Comprei algumas cópias para os meus filhos. Coincidentemente é um carro igual ao testado pela revista no final de 1978, exceto pela transmissão manual de 4 marchas ( o da reportagem era automático).
Ao Dr. Octávio Guedes de Morais (1910-1992), que gostaria muito de ler essa reportagem. E não podemos deixar de citar a Revista Quatro Rodas. Ter um carro na revista é um sonho para uma criança que cresceu lendo as reportagens e testes dos carros que tanto amamos.
Vital
Reportagem - e o carro embaixo da revista.
domingo, 10 de junho de 2012
VW Variant II 1978 RL-6540
Hoje a tarde passei na casa do meu pai, e como de costume, ele tirou mais um monte de coisas dos seus arquivos. entre elas, muitas fotos antigas dele, em diversas épocas da sua vida. No meio, alguns negativos muito interessantes, e claro que tenho um scanner apropriado para slides e afins.
Os negativos são de 1979, achei uma foto do meu primeiro dia de aula na 1a série, na nossa casa. Olha só a mala escolar! E o Passat 76 ao fundo.
Saudades desta época... Tudo está igual, exceto a cor da parede e a TV.
Olhando atentamente para o tesouro, reconheci o contorno da Variant, o carro da tia Licia. Irmã mais nova do meu pai, ela era sem sombra de dúvida a tia mais legal que já tivemos. Vale dizer que ela sempre morou fora de São Paulo, e até fora do estado, o que sempre limitou o nosso convívio. Tanto que pouco tivemos contato com nossas primas, exceto em algumas raras férias. Na verdade, duas. 1980 e 1986, ambas na chácara dos meus tios. Alias, férias inesquecíveis. A tia Licia era sem dúvida uma mulher especial. Lutadora, animada, sempre acordava cedo para caminhar. Nunca deixou de ligar num aniversário meu ou do meu irmão. Super mãe, super avó, super esposa.
Era também uma pessoa incansável. Em 2003 soube que ela estava muito doente, e acompanhei a sua luta até o final, em 2008. Nunca a ouvi reclamar de qualquer coisa, a vontade era tanta que prolongou a sua vida por cinco anos. Mesmo muito debilitada, veio em casa conhecer meus filhos recém nascidos. E também ao aniversário de um aninho deles. De onde ela estiver, fica aqui toda a minha consideração e todo o meu amor, sentimos a sua falta.
A chácara era um lugar muito bacana. Meus tios a inauguraram em 1979 ou 1980. Eu não lembro direito. Era uma casa bem rústica mas muito aconchegante. Havia dois lagos bem perto, e pescávamos nele com baldes e migalhas de pão. Não havia asfalto naquela época (não sei se hoje tem, faz mais de 25 anos que não vou lá, a casa ainda pertence as minhas primas), e a valente Variant II, nova na época, cortava aquela poeira com minha tia ao volante. Eu gostava daquele carro, era muito bonito e luxuoso. Era uma Brasilia evoluída, na verdade. Mas para nós era a sensação.
Em 1983 minha tia trocou a Variant II por uma Belina 1983 0 km, que ficou por mais de uma década na família.
As fotos foram tiradas no começo de 1979, na Escola de Agronomia Luiz de Queiróz, em uma viagem que fizemos os três: meu pai, Otaviano e eu. Bem na ocasião que meu pai completou 40 anos.
abraços a todos!
Os negativos são de 1979, achei uma foto do meu primeiro dia de aula na 1a série, na nossa casa. Olha só a mala escolar! E o Passat 76 ao fundo.
Um bom aluno
Saudades desta época... Tudo está igual, exceto a cor da parede e a TV.
Rara foto dos primos juntos.
Olhando atentamente para o tesouro, reconheci o contorno da Variant, o carro da tia Licia. Irmã mais nova do meu pai, ela era sem sombra de dúvida a tia mais legal que já tivemos. Vale dizer que ela sempre morou fora de São Paulo, e até fora do estado, o que sempre limitou o nosso convívio. Tanto que pouco tivemos contato com nossas primas, exceto em algumas raras férias. Na verdade, duas. 1980 e 1986, ambas na chácara dos meus tios. Alias, férias inesquecíveis. A tia Licia era sem dúvida uma mulher especial. Lutadora, animada, sempre acordava cedo para caminhar. Nunca deixou de ligar num aniversário meu ou do meu irmão. Super mãe, super avó, super esposa.
Olha só um Dodge!
Tia Licia, eu e a Beatriz
Da esq para dir: Bia, M.Fernanda, meu pai, Otaviano e eu.
Tia Licia, com 37 anos na época.
Era também uma pessoa incansável. Em 2003 soube que ela estava muito doente, e acompanhei a sua luta até o final, em 2008. Nunca a ouvi reclamar de qualquer coisa, a vontade era tanta que prolongou a sua vida por cinco anos. Mesmo muito debilitada, veio em casa conhecer meus filhos recém nascidos. E também ao aniversário de um aninho deles. De onde ela estiver, fica aqui toda a minha consideração e todo o meu amor, sentimos a sua falta.
A chácara era um lugar muito bacana. Meus tios a inauguraram em 1979 ou 1980. Eu não lembro direito. Era uma casa bem rústica mas muito aconchegante. Havia dois lagos bem perto, e pescávamos nele com baldes e migalhas de pão. Não havia asfalto naquela época (não sei se hoje tem, faz mais de 25 anos que não vou lá, a casa ainda pertence as minhas primas), e a valente Variant II, nova na época, cortava aquela poeira com minha tia ao volante. Eu gostava daquele carro, era muito bonito e luxuoso. Era uma Brasilia evoluída, na verdade. Mas para nós era a sensação.
Em 1983 minha tia trocou a Variant II por uma Belina 1983 0 km, que ficou por mais de uma década na família.
As fotos foram tiradas no começo de 1979, na Escola de Agronomia Luiz de Queiróz, em uma viagem que fizemos os três: meu pai, Otaviano e eu. Bem na ocasião que meu pai completou 40 anos.
abraços a todos!
domingo, 3 de junho de 2012
Ford Belina GL 1984. Não vendi. E chegou o Controlar.
E chegou a hora de mais um temido e famigerado Controlar, o pesadelo dos proprietários dos carros antigos.
Como o carburador é novo, assim como velas, etc..., não deu outra. Como o ano de fabricação é 1983, ano que vem a pequena perua completará 30 anos, e vou fazer as sonhadas placas pretas. Aí não vendo mais.
Abraços!
Como o carburador é novo, assim como velas, etc..., não deu outra. Como o ano de fabricação é 1983, ano que vem a pequena perua completará 30 anos, e vou fazer as sonhadas placas pretas. Aí não vendo mais.
Abraços!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Meu pai e o Ignácio de Loyola Brandão
Depois de acabar o mestrado em 2004, nunca mais pisei na escola. Também pudera, deu um trabalhão. Após estes anos todos, resolvi voltar aos bancos escolares. Vida corrida, pouco tempo para me dedicar...
E precisei resgatar alguns documentos. Desde criança guardo cartas, recortes, fotos... Principalmente porque ficava muitos meses longe de minha mãe, que sempre escrevia cartas para nós dois. Tenho-as cuidadosamente guardadas, de 1980 até a última.
Revirando minhas coisas para achar meu certificado de conclusão e meu histórico escolar da Politécnica, achei este artigo do Ignácio de Loyola Brandão, que foi contemporâneo do meu pai em Araraquara.
Não sei se dá para ler, mas é muito interessante, fala de uma briga que tiveram na infância, e depois um inusitado encontro em 1999.
O Luiz Vital citado no artigo era o irmão mais velho do meu pai, que faleceu durante um acidente de automóvel nos anos sessenta, quando estava no terceiro ano da ESALQ. Estavam voltando de um jogo da Ferroviária de Araraquara quando o Aero bateu de frente com um Jeep que vinha na contra mão. Meu tio, sentado no banco traseiro, foi atingido pelo rádio que estava na parte de trás do Aero. Meu pai soube do ocorrido pelo rádio, já a caminho de Araraquara.
Recebi o mesmo nome como homenagem a ele. Pouco sei sobre o primeiro Luis Vital, não tenho fotografias dele adulto, mas sei que era um cara divertido e que aproveitou bem os seus vinte e seis anos. Recebi também suas canetas. A verde ele usava no dia do acidente e foi restaurada por mim. A Parker 51 ele ganhou em 1959, nunca usou. Ganhei do meu pai quando eu nasci, e a conservo com muito carinho. Ele apenas trocou o corpo dela para que o meu nome fosse gravado.
abraços!
A Sheaffer's verde teve sua tampa original esmagada na batida. A 51 azul é novinha, eu coloquei tinta pela primeira vez.
E precisei resgatar alguns documentos. Desde criança guardo cartas, recortes, fotos... Principalmente porque ficava muitos meses longe de minha mãe, que sempre escrevia cartas para nós dois. Tenho-as cuidadosamente guardadas, de 1980 até a última.
Revirando minhas coisas para achar meu certificado de conclusão e meu histórico escolar da Politécnica, achei este artigo do Ignácio de Loyola Brandão, que foi contemporâneo do meu pai em Araraquara.
Não sei se dá para ler, mas é muito interessante, fala de uma briga que tiveram na infância, e depois um inusitado encontro em 1999.
O Luiz Vital citado no artigo era o irmão mais velho do meu pai, que faleceu durante um acidente de automóvel nos anos sessenta, quando estava no terceiro ano da ESALQ. Estavam voltando de um jogo da Ferroviária de Araraquara quando o Aero bateu de frente com um Jeep que vinha na contra mão. Meu tio, sentado no banco traseiro, foi atingido pelo rádio que estava na parte de trás do Aero. Meu pai soube do ocorrido pelo rádio, já a caminho de Araraquara.
Recebi o mesmo nome como homenagem a ele. Pouco sei sobre o primeiro Luis Vital, não tenho fotografias dele adulto, mas sei que era um cara divertido e que aproveitou bem os seus vinte e seis anos. Recebi também suas canetas. A verde ele usava no dia do acidente e foi restaurada por mim. A Parker 51 ele ganhou em 1959, nunca usou. Ganhei do meu pai quando eu nasci, e a conservo com muito carinho. Ele apenas trocou o corpo dela para que o meu nome fosse gravado.
abraços!
A Sheaffer's verde teve sua tampa original esmagada na batida. A 51 azul é novinha, eu coloquei tinta pela primeira vez.
Assinar:
Postagens (Atom)



















